quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Ministro de Energia recomenda que brasileiros reduzam consumo

Eduardo Braga defende que a redução do consumo e de gastos na área elétrica trazem impactos positivos até sobre a tarifa José Cruz/ABr / O ministro Eduardo Braga disse que o aumento médio da energia elétrica neste ano será
       O ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) recomendou nesta quarta-feira (14) que os brasileiros reduzam o consumo de energia elétrica. "Não é racionamento. Nós temos energia. Ela existe, mas é cara", afirmou.
Renegociação de empréstimos pode aliviar reajustes da conta de luz
Segundo o ministro Eduardo Braga, o impacto do primeiro reajuste extraordinário trará uma "mudança significativa" para a segunda correção de preços que será aprovada pela Aneel, dando a entender que o reajuste ordinário, o segundo, será menor que as previsões.
Além disso, outro ponto que deve ser responsável por limitar esse segundo aumento da conta de luz foi tratado por ele como "renegociação das distribuidoras" sobre os "contratos que eles fizeram no ano passado".
Caso os prazos de pagamentos dos empréstimos tomados pelas distribuidoras passem de dois para quatro anos, como se diz internamente no governo, o porcentual de aumento na tarifa pode ser menor.
Se fossem repassados para o consumidor, de uma só vez, os dois empréstimos de 2014, de R$ 17,8 bilhões, e os R$ 2,5 bilhões do empréstimo previsto em 2015, o consumidor teria de pagar ao menos R$ 20,3 bilhões, sem considerar o efeito dos juros. O equivalente a quase 20% de aumento na tarifa.
Braga disse também que haverá uma "melhoria dos recebíveis e da geração de caixa do setor elétrico", para amenizar esses efeitos, sem entrar em detalhes.
Mesmo listando esses possíveis efeitos, Braga se recusou a estimar o aumento que será percebido pelo consumidor. "Não posso falar em campo de hipótese".
Segundo Braga, "do mesmo jeito que estamos vendo a realidade em São Paulo, em que o consumidor está tendo que reduzir gasto de água porque há um problema hídrico, o setor elétrico está sendo vítima do ritmo hidrológico".
Para o ministro, os aumentos que virão nas contas, principalmente por meio do novo sistema de bandeiras tarifárias, indicarão ao consumidor que esse recurso está mais escasso e que é preciso diminuir gastos.
"Se pudermos economizar, se pudermos controlar isso [esses gastos], ajuda para que possamos ter eficiência energética", explicou.
O ministro defende que a redução do consumo e de gastos na área elétrica trazem impactos positivos até sobre a tarifa.
A pasta entende que o ritmo hidrológico está alterado, já que os reservatórios de água neste ano estão menores que em 2014. No entanto, o ritmo das chuvas não estaria "tão ruim quanto ano passado", segundo apontou Eduardo Braga.
O ministro defendeu ainda que se combata a ineficiência elétrica, que pode ocorrer dentro da casa das pessoas, por meio do uso de equipamentos que consomem grandes quantidades de energia.
Ao mesmo tempo, ele disse que pretende trabalhar com a ineficiência "da porta para fora", trabalhando com as distribuidoras para modernizar a rede de distribuição, que inclui cabeamentos, transformadores e a iluminação pública como um todo.
"São vários os setores que vão ser acionados para aumento eficiência", disse.
Contingenciamento
Na tarde desta quarta o ministro esteve reunido com Nelson Barbosa (Planejamento) para discutir os efeitos do contingenciamento sobre o Ministério de Minas e Energia.
Braga defendeu que os investimentos não serão cortados, porque são feitos, em sua maioria, por meio de leilões e concessões.
Ele também informou que gastos com as fiscalizações da Aneel estão mantidos. "Estamos falando dos gastos do funcionamento e controle dos gastos públicos no funcionamento do ministério", afirmou.
40%
Braga disse ainda que o aumento médio da energia elétrica neste ano será "com certeza" menor que 40%.
Sem responder de quanto será o reajuste, Braga deu indícios de que o governo já está renegociando os prazos de pagamento dos empréstimos feitos ano passado pelas distribuidoras, que somam R$ 17,8 bilhões.
"Como eu disse, existe nesse momento uma reunião marcada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para aprovação [do valor] da CDE", disse.
A chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) funciona como o fundo do setor elétrico, responsável por fazer todos os pagamentos de programas sociais e subsídios tarifários.
A Aneel definirá, no próximo dia 20, qual será esse valor em 2015.Após essa decisão, os consumidores saberão quantos bilhões terão de pagar a mais pela energia elétrica neste ano. O valor será repassado na forma de aumento na tarifa.
Com maior preço da energia, o governo conseguirá viabilizar seu planejamento de gastos e investimentos no setor.
A conta deve será maior para o consumidor neste ano pois o Tesouro Nacional não fará mais nenhum aporte na conta, segundo informou o governo.
"Com a base na aprovação da CDE, serão distribuídas as cotas para cada distribuidora. Então elas entrarão com seus processos para o reajuste extraordinário", afirmou Braga.   fonte.                                                                            http://www.gazetadopovo.com.br/

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Estudante é condenado a 22 anos de prisão                    por matar professor em Uruburetama




PROFESSOR deu carona para o acusado, que estudava na                       mesma escola onde a vítima dava aulas. Estudante negou o crime,                                 mas testemunhas confirmaram a autoria                  

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou, na última quinta-feira, 4,                                    o estudante Mateus Morais Rocha a 22 anos de reclusão pela morte                de um professor, em Uruburetama, 127,3 km de Fortaleza. O crime                    ocorreu no dia 17 de junho do ano passado, quando a vítima deu carona ao           acusado, que estudava na mesma escola que o PROFESSOR                       dava aulas. 


A decisão, do juiz Antônio Cristiano de Carvalho Magalhães, titular da Vara Única de Uruburetama, reconheceu “que o crime fora cometido à traição e emboscada, o que tornou impossível a defesa da vítima”. O processo teve como BASE depoimentos de testemunhas e a pena será cumprida em regime fechado, sem que o réu possa apelar em liberdade.

Segundo os AUTOS do TJCE, Mateus sacou um punhal e desferiu um golpe na garganta do PROFESSOR, quando ambos estavam próximos à localidade de Santa Maria. Ele fugiu em seguida com mochila, carteira e documentos do professor. O acusado foi preso no dia 8 de julho de 2013, mas negou o crime defendendo que estava trabalhando na ocasião do assassinato.

Redação O POVO Online

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Bombardeios da coalizão atingiu combatentes até 40 vezes em 48 horas; militantes estavam perto de tomar cidade de Kobani

Reuters
O avanço de combatentes do Estado Islâmico sobre a cidade síria de Kobani foi barrado nesta quinta-feira (16), de acordo com um grupo de monitoramento do conflito na Síria, após aviões de guerra de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos terem lançado o mais intenso bombardeio até agora contra os militantes, os quais estão sitiando essa localidade fronteiriça há quase um mês.

Reuters
Mulheres choram perto de sepulturas de combatentes curdos que morreram em Kobani, Síria (15/10)


Na semana passada, representantes turcos e americanos disseram que o Estado Islâmico (EI) estava perto de tomar Kobani das mãos dos defensores curdos, após terem assumido o controle de pontos estratégicos dentro da cidade.
Um dramático esforço de ataques aéreos da coalizão alcançou novo impulso nos últimos dias, com alvos do EI ao redor de Kobani sendo atingidos cerca de 40 vezes em 48 horas. Isso barrou o avanço dos militantes, e forças curdas disseram que combatentes da milícia YPG conseguiram retomar alguns territórios.
O ataque de quatro semanas tem sido visto como um teste para a estratégia de bombardeios aéreos do presidente dos EUA, Barack Obama, e líderes curdos repetidamente disseram que a cidade não pode se manter se armas e munição não chegarem aos que a defendem, algo que a vizinha Turquia até agora se recusou a permitir.
O Estado Islâmico busca tomar a cidade para consolidar sua posição no norte da Síria, após se apoderar de grandes faixas territoriais nesse país e no Iraque. Uma derrota em Kobani pode ser um grande revés para os rebeldes e uma sobrevida para a política de Obama.
Jatos militares voaram acima de Kobani nesta quinta-feira e tiros eram ouvidos no lado turco da fronteira, à medida que a luta se intensificou pela manhã, disse uma testemunha da Reuters.
Houve seis ataques aéreos durante a noite no leste de Kobani, e confrontos continuaram pela noite de acordo. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo de monitoramento com sede no Reino Unido, acrescentou que nenhum lado teve ganhos significativos.
"O Estado Islâmico está tentando empurrar o YPG para o sul para conseguir mais acesso às vias da cidade", disse Rami Abdulrahman por telefone.
"Houve também confrontos a 6 quilômetros a oeste da cidade, na torre de rádio", acrescentou.
Fontes dentro de Kobani disseram que forças curdas haviam repelido militantes do EI nas partes sul e leste da cidade, a qual está cercada por três lados pelos militantes.
"Nós retomamos um bom território ontem", disse uma comandante curda que deu seu nome apenas como Dicle, falando à Reuters nesta quinta.
"Os confrontos estão acontecendo. Nós vimos muitos corpos dos combatentes do EI ontem, alguns tinham espadas neles", disse ela.
Um jornalista em Kobani disse que os ataques aéreos haviam permitido que forças curdas fossem para a ofensiva pela primeira vez desde que o Estado Islâmico lançou seu ataque há quatro semanas.
"Passamos por algumas posições do (YPG) no leste ontem que eram ocupadas pelo EI há apenas dois dias", disse Abdulrahman Gok à Reuters por telefone.
"Autoridades daqui disseram que os ataques aéreos são suficientes, mas que a ação de solo é necessária para limpar o EI. O YPG é perfeitamente capaz de fazer isso, mas mais armas são necessárias."
A Turquia, até o momento, não tem respondido à crescente pressão para ajudar Kobani, seja pelo envio de tanques e tropas turcas para além da fronteira ou por permitir que armas e munições cheguem à cidade.
O governo turco está relutante em ser tragada pelo conflito na Síria sem claras garantias de aliados ocidentais de que haverá mais medidas para ajudar a repatriar 1,6 milhão de pessoas que entraram na Turquia, fugindo da guerra civil no vizinho.
Eles também têm receio de que armar as forças de defesa curdas em Kobani possa ser uma má ideia, dado os fortes laços que eles têm com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um grupo que há décadas se contrapõe ao governo de Ancara em busca de mais direitos para os curdos no sudeste do país.
fonte. http://ultimosegundo.ig.com.br/

8 celebridades que seriam membros dos illuminati

destaqueQuem nunca fantasiou a existência de sociedades secretas como nos filmes? Bom, apesar do cinema aumentar a proporção dos acontecimentos, a verdade é que existem até hoje grupos secretos que reúnem milhares de pessoas ao redor do mundo. Um bom exemplo disso são os famosos Illuminati, uma sociedade secreta, fundada em 1 de maio de 1776, na Baviera; que conta com membros ilustres desde então.
Esse termo, segundo especialistas, significa “iluminados” e diz respeito às pessoas que compartilhavam os ideais do movimento iluminista, em voga na Europa naquele período. Na época, os membros da sociedade tinham como objetivo divulgar o “livre pensamento”, questionando dogmas impostos, em especial, pela Igreja Católica.
Apesar das perseguições políticas ao longo dos séculos, a sociedade Illuminati resistiu e se reestruturou com novos membros. Hoje, no entanto, não se conhece ao certo os objetivos do grupo e muitas conotações pejorativas são atribuídas à eles. Mesmo assim, há pessoas famosas e políticos influentes que ainda fazem parte dessa sociedade (embora não existam provas de tais parcerias).
Veja quem – SUPOSTAMENTE – são:

BARACK OBAMA

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Há quem diga que Barack Obama foi fotografado fazendo o sinal Illuminati algumas vezes. Em sua administração, ele teria tomado também várias decisões que beneficiam diretamente vários empresários que fazem parte do grupo.

GEORGE W. BUSH

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Como Barack Obama, George W. Bush também foi fotografado fazendo o sinal com as mãos, que consistiria em erguer apenas os dedos indicador e mindinho (como o gesto feito no Rock). Além disso, acredita-se que os ataques de 11 de setembro serviram como um trabalho interno ao grupo, que beneficiou diretamente alguns dos membros mais poderosos dos Illuminati.

LADY GAGA

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Lady Gaga frequentemente destaca símbolos e imagens Illuminati em seus vídeos musicais e performances. Ela foi fotografada várias vezes cobrindo um olho, que seria um modo de reproduzir 0 “olho que tudo vê”, marca do grupo.

BEYONCÉ KNOWLES

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A cantora Beyoncé é outra que as pessoas ligam ao Illuminati. Ela mostra, regularmente, símbolos conhecidos desse grupo em seus vídeos e performances. Ela ainda fez o símbolo da mão Illuminati, em forma de um diamante, durante sua apresentação no Super Bowl.

ANGELINA JOLIE

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Angelina Jolie tem sida associada aos Illuminatis. Dizem que seu filme “Tomb Raider” foi, em grande parte, baseada em um enredo cheio de simbolismos. Mais recentemente, a decisão de Jolie se submeter a uma mastectomia dupla foi visto como um plano maior para beneficiar o Illuminati.

MADONNA

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Como Beyonce, Madonna também usou seu desempenho na apresentação do Super Bowl como uma plataforma para mostrar símbolos Illuminati.

PARIS HILTON

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Os Hiltons são uma família que tem tradição no Illuminati. Dizem que o grupo chegou até a realizar um experimento de controle mental nas crianças desse núcleo familiar. Talvez seja por isso que Paris Hilton passou uma temporada na ala psiquiátrica de uma prisão, em 2007 (risos).

BRITNEY SPEARS

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Britney Spears é uma artista que as pessoas comentam há anos que está envolvida com esse grupo. Além disso, ela já apresentou simbolismos Illuminati em seus vídeos, como em “I Wanna Go”.
fonte.http://www.macacovelho.com.br/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ebola: como o vírus 'burro' se tornou uma epidemia

Apesar de ser grave e altamente mortal, o vírus é rudimentar e possui uma estrutura fácil de ser combatida. Infectologistas ouvidos pelo site de VEJA acreditam que aspectos sociais e culturais são os principais obstáculos a serem combatidos para vencer o maior surto da história

Suspeito de ebola, Souleymane Bah, 47, chega ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, onde ficará internado no Rio
O mundo enfrenta a pior epidemia de ebola da história. Até o momento, o caso suspeito do Brasil se soma aos 8 399 casos na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com 4 033 mortes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença, fatal em quase metade dos casos, é numericamente pior que a epidemia de 1976, quando o vírus foi descoberto.
Em setembro daquele ano, uma misteriosa doença atacou o norte do Zaire, hoje república Popular do Congo. As vítimas tinham febre, diarreias, vômitos seguidos de sangramento e, irremediavelmente, morriam. Desesperado com essa situação, um médico que tentava combater a enfermidade enviou em uma garrafa térmica amostras de sangue para o Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, na Bélgica. Ela chegou ao cientista belga Peter Piot que, analisando o sangue em um microscópio, encontrou um vírus desconhecido.
Ele tinha uma estrutura gigantesca para os padrões virais e lembrava um vírus chamado Marburg, descoberto em 1967. Na Alemanha, esse patógeno contaminou 31 pessoas que trabalhavam em laboratórios com macacos infectados da Uganda. Sete pessoas morreram de febre hemorrágica.
Sem ter ideia de como a contaminação do novo vírus acontecia, Piot viajou até a aldeia africana, onde centenas de mortes estavam sendo registradas. Analisou novas amostras sanguíneas e decidiu batizar a nova doença de ebola, mesmo nome do rio que passava pela região.
Aos poucos, a equipe de cientistas descobriu que a transmissão se dava, principalmente, pelas injeções que mulheres grávidas recebiam com agulhas não esterilizadas. Os médicos também perceberam que muitas pessoas ficavam doentes após irem a funerais: o contato direto com os corpos repletos de vírus para a lavagem ou preparação dos mortos eram uma via importante de contaminação.
A primeira medida – até hoje a mais eficaz de combate ao vírus — foi o isolamento dos pacientes para interromper a transmissão. Assim, a epidemia, que infectou 318 pessoas e matou 280, foi debelada.
Vírus “burro” — Junto ao surto da República Democrática do Congo, outro foco de ebola apareceu ao mesmo tempo, no Sudão, com 284 casos e 151 mortes. A partir das primeiras descrições do vírus e das constantes pesquisas acerca de suas características, os cientistas descobriram que o ebola é dividido em cinco gêneros, de acordo com cada região onde ele se desenvolve. Assim, o agente do surto inicial e da epidemia que hoje está causando preocupação em todo o mundo é o Zaire ebolavirus. Há também o gênero Sudan, que causou as mortes no Sudão; o Tai Forest, encontrado na Costa do Marfim; Bundibugyo, visto na Uganda, e Reston, descoberto nas Filipinas.
Todos eles pertencem à família Filoviridae, que inclui outros dois gêneros além do ebola: Marburgvirus (que causaram a doença na Alemanha) e Cuevavirus (descoberto em 2011 em infeções em morcegos).
Os cientistas acreditam que todos os gêneros e espécies do ebola se desenvolveram em morcegos que comem frutas e insetos. Esses animais seriam seu hospedeiro natural — ou seja, os seres vivos em que o vírus melhor se desenvolve.
“Durante séculos o ebola deve ter ficado apenas entre os morcegos, infectando-os sem que eles desenvolvam a doença. Esse é o melhor cenário para os vírus, que conseguem sobreviver junto com seu hospedeiro. Quando ele chega a outros animais, como o homem, ele mata rapidamente, porque não está adaptado. Por isso, pode-se dizer que é um vírus ‘burro’: não consegue sobreviver por muito tempo no ser humano”, diz Alexandre Barbosa, professor de infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp – Botucatu).
Acredita-se que o vírus chegou até o homem por meio da ingestão da carne de macaco ou morcego — que faz parte dos hábitos culturais de algumas regiões africanas — ou pela mordida de bichos infectados.
É um mecanismo semelhante ao vírus da raiva, temido em todo o mundo até o século XIX, quando o infectologista francês Louis Pasteur (1822-1895) criou a vacina contra a doença. “Assim como o ebola, o vírus da raiva também infecta morcegos e é transmitido ao homem. E, quando chega até nós, costuma ser altamente letal: sem tratamento, mata em dias”, diz Barbosa.
Ação — Apesar de mortal, o ebola é um vírus muito rudimentar, que possui uma estrutura razoavelmente fácil de ser combatida. Como a maior parte dos vírus, ele entra no organismo e permanece em incubação, período em que se trava uma guerra do sistema imunológico contra o patógeno. Essa etapa pode durar de dois a 21 dias. Após esse momento, o agente ataca as células endoteliais, que revestem o interior dos vasos sanguíneos. É quando se manifestam os sintomas da doença: febre alta, dor de garganta e muscular, fraqueza e desconforto. E é também quando acontece o contágio: a moléstia é transmitida se qualquer fluido corporal (sangue, suor, saliva ou sêmen) entra em contato com mucosas ou feridas na pele. 
A partir daí, rapidamente, o vírus causa lesões nas células que, rompidas, levam às hemorragias características da doença. Náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias e sangramento das mucosas (olhos, narinas, gengivas) são os sintomas mais comuns nessa etapa avançada.  
Para combater ação do vírus, o organismo reage com uma infecção generalizada, que costuma atingir os órgãos vitais como fígado, rim, pulmão e coração, levando, em quase 50% dos casos, à falência múltipla dos órgãos e morte. Em geral, são apenas dez dias entre a manifestação dos sintomas e a morte.
Tratamento — Até hoje, o tratamento do ebola é o mesmo que o da década de 1970: isolamento, hidratação rigorosa e manutenção dos níveis de sais como potássio e sódio do organismo. Há tratamentos experimentais, como o soro ZMapp, desenvolvido por pesquisadores americanos e canadenses, que consiste em injetar anticorpos nos pacientes. A prevenção também ainda está em fase de testes — a OMS tem a previsão de que duas vacinas estarão no mercado até o início do ano que vem.
De acordo com Barbosa, mesmo causando uma doença tão grave, o ebola é incapaz de sofrer as mutações que impedem sua prevenção e tratamento, como é o caso do vírus da aids e da hepatite C. Por isso, a criação de vacinas ou tratamentos não serão grandes desafios científicos nos próximos meses.
“O ebola não consegue criar subtipos virais que confundem os anticorpos e medicamentos. Ele permanece constante e, por isso, é muito factível que, em pouco tempo, tenhamos uma vacina e também um soro eficaz para combate-lo”, afirma o infectologista.

Os vírus mais perigosos do mundo
fonte; http://veja.abril.com.br/