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sábado, 1 de junho de 2019

Florinda filma o Ceará A atriz Florinda Bolkan, que estrelou 50 filmes na Itália, escolhe sua terra natal como cenário de sua primeira experiência como diretora de cinema

Luís Edmundo Araújo
Edison Vara
“Eu quis mostrar o Ceará moderno, que recebe gente do mundo inteiro”,
diz Florinda Bolkan
Em 1967, o cineasta italiano Luchino Visconti conheceu uma jovem brasileira, tirou uma foto dela e disse: “Com esse rosto, é loucura você não fazer cinema”. Três dias depois, ela deixou para trás o sonho de ser aeromoça para atuar ao lado de Marlon Brandon e Richard Burton no filme Candy, do francês Christian Marquand. Hoje, a fotografia ilustra o site na internet da cearense Florinda Bolkan, que estrelou 50 filmes na Itália, onde mora há 33 anos. Ela esteve no 28º Festival de Cinema de Gramado, em junho, acompanhando o desempenho de Eu Não Conhecia Tururu, seu primeiro trabalho como diretora.
Nascida em Uruburetama, cidade na serra cearense vizinha a Tururu, a menina Florinda Bulcão tinha uma vida confortável. O pai, José Pedro Soares Bulcão, foi deputado estadual duas vezes e a mãe, Maria Hosana, era proprietária rural. A atriz tem pouco em comum e até se incomoda com a imagem de miséria que costuma ser associada a sua terra natal. “No filme quis mostrar o Ceará moderno, que recebe gente do mundo inteiro”, explica.
Se o filme de Florinda fosse sobre sua carreira, não faltaria enredo. “Depois de 30 anos, contaria histórias sensacionais, mas quis fazer sobre o Ceará.” A atriz costumava aparecer em manchetes dos tablóides, que lhe atribuíam numerosos casos de amor. Além dos filmes, protagonizou discussões com diretores e colegas. Mas não esconde que aprendeu muito com quem trabalhou. De Vittorio De Sicca, o espírito de brincar com a tragédia, de Luchino Visconti, o amor pela música clássica. “É como se te botassem na corte de Luís 14. Você acabaria saindo de lá com um certo conhecimento do que é elegância.”
Vivendo em Braccano, a 50 quilômetros de Roma, ela não pensa em morar no Brasil. Mas não corta os laços com o seu Estado. Além da casa em Fortaleza, a atriz tem propriedade na Praia de Quixabá, perto de Canoa Quebrada, no Ceará. “É o melhor forró do mundo, e adoro dançar.”

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Obama, Bush e Clinton também declararam emergência nacional nos EUA antes de anúncio de Trump Ricardo Senra Da BBC News Brasil em Washington

Há mais de dois anos sem conseguir verbas para cumprir sua principal promessa de campanha, a Casa Branca confirmou boatos que circulam há semanas em Washington ao anunciar oficialmente, nesta quinta-feira, que Donald Trump vai declarar Emergência Nacional nos EUA.
A medida é uma resposta a uma série de derrotas de Trump no Congresso, que se negou a garantir os 5,7 bilhões de dólares (ou R$ 21,22 bilhões) necessarios para levantar um controverso muro na fronteira dos EUA com o México.
Sob pressão de eleitores e de olho nas eleições de 2020, Trump parece ter cedido aos conselhos de aliados como seu ex-estrategista-chefe Steve Bannon e deve recorrer a uma ferramenta de crise que, na prática, permitirá a ele tomar decisões que normalmente dependeriam da autorização do Congresso.
Em vigor desde 1978, a declaração de emergências nacionais visa acelerar legalmente decisões do governo em situações de crise e dá sinal verde para que presidentes possam usar poderes especiais previstos em pelo menos 136 leis americanas, segundo um levantamento do instituto Brennan Center.
Segundo Elizabeth Goitein, co-diretora do programa de Liberdade e Segurança Nacional do instituto, os poderes especiais se relacionam com temas diversos, incluindo "uso de forças armadas, saúde pública, comércio, agrigultura, transportes, comunicações e legislação criminal".

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

ONU ORIENTA JUSTIÇA BRASILEIRA A RESPEITAR DIREITOS POLÍTICOS DE LULA

Comitê Internacional de Direitos Humanos determinou hoje que Lula deve ter livre acesso à mídia e não pode ter sua candidatura barrada antes de julgamento justo
Nota dos advogados do presidente Lula
Na data de hoje (17/08/2018) o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu pedido liminar que formulamos na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25/07/2018, juntamente com Geoffrey Robertson QC, e determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e, também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final” (tradução livre).
A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha.Por meio do Decreto nº 6.949/2009 o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a obrigatoriedade de suas decisões.
Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha.
Valeska Teixeira Zanin Martins
Cristiano Zanin Martins fonte;ocafezinho.com

domingo, 27 de maio de 2018

No Chile, greve de caminhões durou 26 dias – e derrubou o governo

Paralisação de 1972 agravou a crise econômica pela qual passava o país e culminou no que seria o golpe de Estado que retirou do poder Salvador Allende

Há 5 dias o Brasil está parado pela greve dos caminhoneiros, que já afeta o abastecimento de alimentos, combustíveis e da indústria. A situação, que fica mais caótica a cada dia que passa, pode ficar ainda pior, a julgar pelo histórico: em 1972, no Chile, uma greve de caminhoneiros que durou 26 dias agravou a crise econômica pela qual passava o país, incendiou diversos outros movimentos grevistas e culminou no que seria o golpe de Estado que retirou do poder o então presidente Salvador Allende.
Greves de caminhoneiros são notórias em outros países, como na França, por justamente ameaçar toda a cadeia de distribuição de um país. No Brasil, onde quase 80% dos serviços de transporte de carga utilizados são rodoviários, o exemplo chileno merece ser lembrado.
Em outubro de 1972, os caminhoneiros paralisaram o país pela primeira vez, protestando contra a criação de uma autoridade nacional de transporte, e ativando o gatilho do que seria uma crise trabalhista no país. Estimativas do governo apontam que aquela paralisação inicial custou ao país 200 milhões de dólares na época. Hoje, esse valor seria de mais de 1,2 bilhão de dólares. O governo de Allende resolveu a situação sentando para conversar com os caminhoneiros no final de outubro, mas já era tarde.
Salvador Allende, então presidente de um governo de esquerda, havia sido eleito em 1970 com uma plataforma de nacionalização de serviços, como o sistema de saúde, e da indústria mineral, além de propor a redistribuição de terras. Um ano depois, em agosto de 1973, 40.000 caminhoneiros voltariam a paralisar o país, ao lado de outros 210.000 donos de pequenos negócios e empresários.
A instabilidade e a crise econômica levariam o governo de Allende a ser deposto pelo exército e pela força nacional em 11 de setembro de 1973, numa tomada de poder que incluiria o bombardeio do palácio presidencial de La Moneda e o suicídio de Allende, em um dos episódios mais sangrentos da democracia chilena.
Em agosto de 1973, nos momentos derradeiros do governo, a paralisação dos caminhoneiros foi tão catastrófica para a economia que o ministério do Planejamento Nacional emitiu um comunicado sobre as consequências econômicas da paralisação. “A agricultura está seriamente ameaça, a indústria desacelerou e o suprimento de commodities atingiu um ponto crítico”, afirmava o relatório, depois de 23 dias da segunda greve de caminhoneiros.
“Esta é uma greve política, com o objetivo de derrubar o governo com a ajuda do imperialismo”, afirmou Gonzalo Martner, então ministro da pasta. A segunda paralisação foi mais intensa porque o Chile ainda não havia sequer se recuperado integralmente da que havia acontecido um ano antes.fonte; r7.com

sexta-feira, 6 de abril de 2018

China sugere ao Brasil a Lei que dá pena de morte para os políticos corruptos

Tribunal popular ѕuрrеmо dа Chіnа еѕtаbеlесеu umа lеі que tráѕ a реnа de morte, раrа оѕ роlítісоѕ corruptos que fizeram desvio dе vеrbа, frаudе fiscal e ԛuе rесеbеrаm vаlоrеѕ іlíсіtоѕ.



Eѕtа Lei соmеçоu a tеr rеѕultаdо a раrtіr dеѕѕе аnо de 2017, ао ԛuаl ѕе torna um рrосеѕѕо lеgаl e fаz parte de uma revisão dо código реnаl de 2016, onde оѕ vаlоrеѕ аrrесаdаdоѕ nãо еrаm соmbіnаdоѕ раrа justificar оu nãо a арlісаçãо da pena de morte. Cоm a corrupção nо Brasil еѕtа соnhесіdа mundialmente e іѕѕо vem afetando várіоѕ países, a Chіnа соnvосоu ao рrеѕіdеntе mісhеl tеmеr a umа reunião ао ԛuаl o presidente dа China рrорõеѕ estabelecer еѕѕа lei nо Brаѕіl. fonte;thefolha.com.br

sábado, 31 de março de 2018

Imprensa e sindicatos internacionais repercutem atentado contra ônibus de Lula

Centrais divulgaram nota mostrando preocupação com hostilidade violenta de grupos fascistas durante caravana do ex-presidente pelo sul
por Redação RBA publicado 28/03/2018 16h29, última modificação 28/03/2018 16h29
RICARDO STUCKERT
lula pelo sul
Dirigentes dizem que o 'gravíssimo episódio acontece após uma escalada de ataques à democracia no país'
São Paulo – A Confederação Sindical Internacional (CSI), a Confederação Sindical das Américas (CSA) e sindicatos internacionais dos setores de serviços, indústria, construção e madeira, financeiro, educação, serviço público e alimentação divulgaram uma nota (leia abaixo), nesta quarta-feira (28), repudiando o atentado a tiros que atingiu dois ônibus da caravana do  ex-presidente Lula, no Paraná, na noite de ontem.
Na nota, os sindicalistas dizem estar "estarrecidos e extremamente preocupados" com o atentado e lembram das "hostilidades violentas" praticadas por grupos fascistas contra os participantes de caravana, "sem a devida contenção pelas autoridades policiais", que veem ocorrendo desde que a caravana pelo Sul foi iniciada no dia 19.
Os dirigentes afirmam que o "gravíssimo episódio acontece após uma escalada de ataques à democracia no país", que começou com o golpe de 2016 e seguiu com os ataques aos programas sociais e direitos trabalhistas.

Imprensa internacional

Jornais internacionais falam sobre a tensão crescente no país. O inglês The Guardian, o americano The New York Times, os franceses Le MondeLe FigaroLibération e o site Ouest France dão espaço para o episódio. O Wall Street Journal relata que críticos de Lula acusam o PT de encenar o ataque.
Le Monde destacou que "a caravana eleitoral de Lula foi atingida por tiros", quando o comboio do ex-chefe de Estado, em campanha pela eleição presidencial de outubro, deixou a cidade de Quedas do Iguaçu. "Não houve feridos", aponta o texto.
Já os diários argentinos também ressaltam o ataque ao líder petista, com destaques no Clarín e Página 12. O La Nación reproduziu as declarações de Geraldo Alckmin atribuindo a Lula a responsabilidade pelo ataque. Da Espanha, El País destacou que a caravana de Lula foi recebida a "balazos".
Leia a nota divulgada pelas centrais internacionais:
Em defesa de Lula, da democracia e contra a violência no Brasil
Estamos estarrecidos e extremamente preocupados com a notícia de que a comitiva do expresidente Lula sofreu um atentado criminoso a bala no dia de ontem no estado do Paraná, após uma semana de hostilidades violentas de grupos fascistas contra os participantes de sua caravana pelo sul do Brasil, sem a devida contenção pelas autoridades policiais.
Este gravíssimo episódio acontece após uma escalada de ataques à democracia no país: desde a sistemática sabotagem após o resultado das eleições presidenciais de 2014, passando pelo golpe parlamentar que destituiu a presidenta eleita Dilma Rousseff em 2016, o ataque aos programas sociais e aos direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras com a reforma trabalhista, a deterioração econômica ensejando treze milhões de desempregados e o recrudescimento da prática do lawfare contra o ex-presidente Lula por setores do judiciário do país, que o acusam e condenam sem provas e sem crimes.
O movimento sindical internacional, por diversas vezes se manifestou reconhecendo a importância dos governos do presidente Lula, para além da realidade brasileira, em ter criado um outro paradigma internacional de crescimento econômico com inclusão social via geração de emprego e renda a milhões de Brasileiros, combinando soberania nacional solidariedade internacional.
Da mesma maneira nos últimos anos condenamos duramente o golpe de estado de 2016, perpetrado em nome da entrega do patrimônio nacional e do ataque aos direitos sociais e dos trabalhadores e trabalhadoras.
Manifestamos aqui nossa total solidariedade ao ex-presidente Lula e às centenas de milhares de pessoas que tem participado das diversas manifestações democráticas e pacíficas em apoio a ele por todo o país e em especial nas mais recentes pelo sul do país. Defendemos seu direito  constitucional de provar sua inocência apelando das absurdas condenações impetradas por setores politizados de instâncias inferiores do judiciário, assim como defendemos seu direito constitucional de ir e vir, de se manifestar e de se candidatar às próximas eleições presidenciais.
Conclamamos as autoridades Brasileiras a apurar rigorosamente e punir os autores destes atentados criminosos contra a vida dos participantes da caravana do ex-presidente Lula e a garantir a normalidade e a paz no exercício do processo político, para que o Brasil possa retomar a convivência democrática.fonte;redebrasilatual.com.br

domingo, 4 de março de 2018

Laticínio francês, dono da Batavo e Elegê, está envolvido em escândalo de leite infectado por bactéria

A gigante francesa Lactalis encontrou vestígios de Salmonella em leite em pó vendido em 83 países

Geo.tv/ReproduçãoA gigante francesa do ramo de laticínios, Lactalis, dona das marcas Batavo, Elegê e Balkis, no Brasil, e que recentemente adquiriu a Itambé, está enfrentando uma grave crise na Europa. Isso porque alguns lotes de seu leite em pó infantil estão contaminados com a bactéria Salmonella, que já infectou 35 bebês menores de 6 meses na França. O problema teria se originado na fábrica da Lactalis em Craon, no oeste da França.

A empresa decidiu realizar um recall de 12 milhões de caixas de produtos afetados em 83 países – não inclui o Brasil. "Há 83 países afetados, que estão sob o mesmo procedimento de recall de produtos. Criamos um gabinete de crise tanto para o exterior como para a França", comenta o diretor-executivo Emmanuel Besnier, em uma entrevista concedida ao jornal francês Le Journal du Dimanche, no domingom, dia 14 de janeiro. Esta é a primeira vez que ele conversa com um veículo de comunicação desde que assumiu o comando da emrpesa no ano 2000.

Apesar da gravidade do problema, o responsável pelo conglomerado familiar Lactalis não quis informar quais são os 83 países onde os produtos estão contaminados com Salmonella.

Para quem não sabe, o leite em pó destinado a bebês, da Lactalis, é um dos mais consumidos no mundo, concorrendo diretamente com a gigante suíça Nestlé. Há indícios que outros dois bebês também tenham sido vítimas do problema: um que foi atendido num hospital no norte da Espanha, cuja causa provável da sua gastroenterite foi o produto da empresa francesa; e outro na Grécia, que ainda aguarda confirmação.

"De acordo com o Ministério de Saúde francês, 35 bebês adoeceram [por salmonela]. Não há casos novos desde 8 de dezembro [de 2017]. E o caso que foi anunciado na Espanha, na sexta-feira passada [12 de janeiro] remonta ao mês de outubro [de 2017]", afirma Besnier. O executivo disse ao Le Journal du Dimanche que a emrpesa vai indenizar todas as famílias afetadas.

A fábrica de origem dos produtos infectados pela bactéria está fechada, atualmente.

O escândalo do leite contaminado fez com que o governo francês intervisse tanto na Lactalis quanto nas empresas responsáveis pela distribuição dos produtos. O problema é que elas mantiveram o trabalho mesmo após a proibição de comércio dos lotes afetados.

"Existem denúncias contra nós, será instaurada uma investigação e vamos colaborar com tudo o que a justiça pedir, ainda que nunca chegaremos ao risco zero, nesta questão, como acontece em outros casos", diz Emmanuel Besnier.

Para quem não sabe, a Lactalis foi fundada em 1933 e passou a ser uma das maiores empresas de laticínios do mundo ao adquirir a italiana Parmalat, em 2011. Hoje, ela possui 246 fábricas em 47 países, incluindo Brasil, Espanha, México, Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile.

(com Agência Brasil e Agência EFE) fonte;.revistaencontro.com.br

Mulheres e crianças fogem de intensos bombardeios em Ghouta, na Síria

Forças do governo Sírio intensificaram o ataque na região perto da capital, Damasco, apesar de cessar-fogo negociado na semana passada para proteger civis.


A região é intensamente povoada, e grande parte dos civis fugindo são crianças (Foto: AFP)A região é intensamente povoada, e grande parte dos civis fugindo são crianças (Foto: AFP)
A região é intensamente povoada, e grande parte dos civis fugindo são crianças (Foto: AFP)
Moradores estão fugindo da região de Ghouta, na Síria, onde a situação tem sido descrita como "extremamente crítica".
A batalha na região se intensificou porque o exército do governo Sírio parece estar aumentando a pressão para retormar o território – que é perto da capital, Damasco, e está dominado pela oposição.
Forças do governo tomaram 10% da região, segundo monitores o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
Um comboio humanitário da ONU que estava programado para ir à região no domingo não conseguiu entrar no território. Segundo a organização, 40 caminhões carregando suplementos foram impedidos de entrar na cidade de Douma por funcionários do governo Sírio.
A batalha no local deixou mais de 600 pessoas mortas – muitas delas crianças – desde de 18 de fevereiro.

Quão ruim é a situação?

Nem a trégua diária de cinco horas anunciada pela Rússia – principal aliado do governo sírio – nem a negociação de um cessar-fogo feita pelo Conselho de Segurança da ONU ajudaram e aliviar a tensão no local.
A oposição acusa forças leais ao governo de usarem uma arma química – gás cloro – e bombardeios aéreos contra a população civil de Ghouta.
A ONU diz que "a punição coletiva de civis é simplesmente inaceitável".
Mais de 600 pessoas foram mortas nas últimas semana na região leste de Ghouta (Foto: AFP)Mais de 600 pessoas foram mortas nas últimas semana na região leste de Ghouta (Foto: AFP)
Mais de 600 pessoas foram mortas nas últimas semana na região leste de Ghouta (Foto: AFP)
"Em vez de uma pausa necessária, continuamos vendo mais batalhas, mais mortes, e mais relatos perturbadores de fome e de hospitais sendo bombardeados", diz Panos Moumtzis, coordenador da ajuda humanitária da ONU na região.
Cerca de 393 mil pessoas estão presas na região, sob cerco.

Para onde as pessoas estão fugindo?

Fontes das forças de oposição e jornalistas cobrindo o conflito dizem que centenas de pessoas estão fugindo dos bombardeios ao sul da cidade de Douma e ao leste da região de Ghouta, que é densamente povoada.
A batalha em Ghouta foi intensificada nas últimas semanas (Foto: AFP)A batalha em Ghouta foi intensificada nas últimas semanas (Foto: AFP)
A batalha em Ghouta foi intensificada nas últimas semanas (Foto: AFP)
Há relatos de que moradores – em grande parte mulheres e crianças – estão fugindo para a região central do território para procurar abrigo. A violência da batalha tem escalado ao sul de Douma, onde o governo luta contra o Jaish al-Islam, um dos três principais grupos de oposição.
Um civil que conversou com a BBC disse que a situação está "extremamente crítica".

Qual o objetivo do governo Sírio?

Diversos relatos sugerem que as forças do governo estão tentando dividir a região em duas.
A imprensa oficial do governo diz que o exército avançou em várias frentes e tomou o controle de cidades e fazendas ao atacar ao leste do território.
Os militares – que estão sendo acusados de atacar alvos civis – dizem que estão tentando "liberar a região" de grupos que eles acusam de serem "terroristas. Ghouta é uma das últimas áreas dominadas pelas forças rebeldes ao governo.
Segundo estimativas do Centro Sírio de Pesquisas Políticas (SCPR, na sigla em inglês), 470 mil pessoas já morreram desde o início da guerra civil síria, em 2011.
Outras 5 milhões já deixaram o país, calcula o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).fonte;g1.globo.com